Com ou sem Copa do Mundo, Natal definiu nesta terça-feira a construtora responsável pelo primeiro lote de obras de mobilidade urbana da cidade. A empresa EIT venceu a licitação para construir três obras viárias que, ao todo, custarão R$ 142 milhões à prefeitura.
As intervenções foram planejadas para facilitar a circulação dos turistas que viriam assistir ao Mundial na capital potiguar. No entanto, a realização da Copa na cidade permanece uma incógnita, já que na semana passada nenhuma empresa compareceu à abertura dos envelopes para construir e administrar o Estádio das Dunas, que serviria de palco aos jogos do torneio.
O governo e a prefeitura têm reunião na próxima terça (7/12) com o COL/2014 (Comitê Organizador Local) para discutir a permanência da cidade entre as 12 sedes da Copa (leia mais).
As obras
O primeiro lote de obras anunciado corresponde à construção do corredor estrutural oeste (BR 226), que liga o bairro de Igapó (zona norte) ao Estádio das Dunas (zona centro-sul), do complexo viário da Urbana e à instalação de sinalização, melhorias no passeio público e implantação de plataformas de embarque e desembarque.
“Este primeiro lote de obras é muito importante para a cidade e será realizado mesmo que a Copa não venha para Natal. Mas temos confiança de que a Copa virá sim. Já estamos, inclusive, finalizando os detalhes do segundo lote de obras, com licitação prevista para fevereiro”, declarou Francini Goldini, secretária municipal de Obras Públicas e Infraestrutura.
As obras da segunda fase compreendem vias do centro e da zona sul da capital potiguar, todas nas proximidades do Estádio das Dunas. Das 16 obras de mobilidade urbana previstas para a região metropolitana até 2014, onze são de responsabilidade da prefeitura e cinco do governo estadual.
PAC
As intervenções terão financiamento do PAC da Mobilidade. Do total de R$ 386 milhões, R$ 81 milhões serão repassados ao estado e R$ 305 milhões à prefeitura através da Caixa Econômica Federal. Os recursos são do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com contrapartida de 5% de estado e município para as desapropriações.
(Fonte Diário de Natal )



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