Em favor das articulações pela montagem da equipe de primeiro escalão do novo governo, pode-se dizer que Dilma Rousseff já escolheu o principal: os braços direito e esquerdo e o coração. Isto é, os ministros da área política e a cúpula da equipe econômica. O que equivale a ter confirmado, até o momento, 20% do time, considerando-se o formato do atual governo ao qual se pretende dar continuidade.
As demais cogitações consistentes que circulam no noticiário não ultrapassam 40% dos 37 cargos de ministro da mais vasta equipe de governo da história deste país – para aplicar o surrado bordão cunhado pelo presidente Lula.
Para quem pretende cumprir a promessa de anunciar a equipe completa até 15 de dezembro, a tarefa que falta não é pequena. Depois de solucionar o teorema chamado PMDB, haverá uma dezena de aliados a contentar com o que restar da partilha.
Por enquanto, excluídos os postos vitais, já confirmados, e o quinhão do PMDB, a regra parece ser trocar apenas o estritamente necessário para contentar aliados ou solucionar problemas pontuais de gestão, como o caso dos aeroportos e dos Correios, ou emitir algum sinal para a sociedade, escolhendo este ou aquele nome emblemático para selar algum compromisso simbólico.
Por enquanto, a verdadeira e única mudança potencial parece ter sido a troca de Henrique Meirelles no comando do Banco Central.



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