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Natal pode perder 36 mil empregos sem o Mundial

Postado por FlavioNews sexta-feira, 26 de novembro de 2010


Desenvolvimento, obras de infraestrutura, investimentos e empregos. Não são apenas os jogos da Copa que poderão deixar de acontecer em Natal caso a capital potiguar perca o título de cidade-sede do mundial de 2014. De acordo com informações do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN), Sílvio Bezerra, cerca de 36 mil empregos diretos na construção civil podem ser gerados até o ano do campeonato, como um dos reflexos do crescimento nos investimentos imobiliários na cidade. “Será uma tragédia para o setor de imóveis se Natal deixar de sediar os jogos”.

De acordo com Sílvio, a realização dos jogos em Natal são de fundamental importância para o crescimento da cidade, que se desenvolveria até 2014, o que é estimado para os próximos 30 anos. “O mais importante da Copa não são os jogos. São os empregos gerados no turismo, a melhoria da malha viária e as obras de infraestrutura que ficarão para a população após os jogos”, comenta Bezerra. Somente a prefeitura, tem garantido cerca de R$ 330 milhões para desenvolver o Plano Municipal de Mobilidade Urbana, com vistas à adequação das vias ao aumento do fluxo de veículos e pedestres com a possível realização do evento.

Questionado sobre a não-participação das empresas de construção potiguares na licitação da Arena das Dunas, o presidente do Sinduscon ressalta que o volume a ser investido numa obra do porte do novo estádio é muito alto e as empreiteiras locais não dispõem das garantias financeiras exigidas no edital. Bezerra comenta que não entende os motivos pelos quais as empresas não apresentaram as propostas à comissão de licitação na quarta-feira passada. O que causará, mais uma vez, retardamento no início das obras.

“Precisamos, primeiro, saber porque ninguém se interessou em apresentar propostas. Alguma coisa aconteceu que inviabilizou a continuidade do processo”. Uma desarticulação entre os governos municipal e estadual é apontada como uma das causas dos sequenciais atrasos nos trâmites burocráticos relacionados às obras em Natal. Sílvio Bezerra afirma que, diante de uma oportunidade de crescimento única proporcionada pelo evento, os governos e órgãos fiscalizadores (Ministério Público e Tribunal de Contas Estadual), devem se empenhar para reverter a atual situação da capital.

Caso Natal perca o título de cidade-sede, especialistas em construção civil e empresários do setor, apontam que obras como o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, o desenvolvimento do turismo local, a continuação das obras no porto e o início das obras de ampliação do aeroporto internacional Augusto Severo, podem ser ameaçadas. Além disso, o repasse das verbas adquiridas através do Plano de Aceleração do Crescimento pode ser suspenso, caso se confirme a exclusão.

( Fonte Tribuna do Norte)

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