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Henrique nega que bloco tenha interesse no confronto

Postado por FlavioNews terça-feira, 23 de novembro de 2010


O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, negou ontem que o “blocão” formado com quatro partidos aliados tenha o intuito de confrontar o PT. O bloco, que será formalizado no início da próxima legislatura, terá 202 deputados do PMDB, PR, PTB, PP e PSC.

“O bloco será formalizado a partir de 1º de fevereiro (quando começa a nova legislatura). Há um compromisso das lideranças desses partidos. Alguns acharam, por desinformação, que seria para eu ser presidente, derrotando o PT. Se fosse isso, seria de um primarismo muito grande”, afirmou o deputado em entrevista, ontem, ao Jornal do Dia da TV Ponta Negra.

Ele disse que o bloco foi formado para evitar atritos entre os partidos da base aliada. “Todo dia tinha preocupações e especulações, começou a haver intrigas, um tiroteio absurdo”, afirmou. Ele disse também que o bloco evita esse tipo de atrito na base aliada da presidenta eleita. “Estamos tentando organizar o espaço de cada partido para oferecer a presidente Dilma a casa arrumada. Começou assim esse bloco”, comentou. “Com isso, a presidenta ficará à vontade para definir os critérios e escolher o ministério”.

Ele disse que não há possibilidade de uma briga entre o PT e o PMDB pela presidência da Câmara dos Deputados. “Os partidos da base vão chegar a um entendimento”, assegurou. E lembrou que, na atual legislatura, houve um acordo para o PT ficar com a presidência da Câmara no primeiro biênio e o PMDB no segundo. Isso apesar dos peemedebistas terem a maior bancada da Casa. “Foi um rodizio que deu um bom resultado e é isso que queremos que aconteça novamente”, afirmou.

Henrique Eduardo explicou que assim que o PT definir qual será o deputado que o partido indicará para a Presidência da Câmara, haverá uma negociação com o PMDB. “Quando isso ocorrer, eu vou me reunir, se for o indicado pelo PMDB, para definirmos qual partido ficaria com o primeiro biênio e o qual com o segundo. Mas tem uma premissa, o PT teria que concordar com esse critério de rodízio”, destacou.

Ao comentar sobre possíveis indicações do PMDB para o ministério, ele disse que neste momento o partido espera a definição de critérios pela presidenta eleita, Dilma Rousseff. O deputado comentou que não há ansiedade no PMDB pela definição do espaço que vai ocupar no primeiro escalão. “Estamos com muita tranquilidade, muita cautela e maturidade, aguardando a definição de Dilma Rousseff”, disse, ao ser entrevistado por repórteres, ontem, na Casa da Indústria, onde participou do seminário Motores do Desenvolvimento do RN. Mas ele acrescentou que há uma diferença na relação do partido com o próximo governo. “O PMDB, no governo Lula, foi convidado e passou a apoiar depois da eleição. Agora é diferente. O PMDB não disputa espaço de poder. Ganhou a eleição com os partidos aliados, tem o vice-presidente da República, é governo a partir da campanha e da vitória”.

( Tribuna do Norte )

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